Para encerrar as atividades da 12ª edição do Seminário de Gerenciamento de Projetos da Serra Gaúcha, no último sábado, uma programação de palestras e apresentação de cases foi proposta para abordar o tema central “Gerenciamento de Projetos para quem sabe onde quer chegar”. Além disso, três workshops fizeram parte do evento, que ocorreu de 21 a 24 de junho na UCS, em Caxias do Sul. Na ocasião, foram detalhados assuntos como coaching, Design Thinking aplicado ao planejamento de escopo e gestão do tempo.  Durante o dia de palestras, 24, especialistas de diversas áreas debateram tópicos relacionados à gestão de riscos e de tempo, PMO, inovação aberta e organizações exponenciais. O evento contou com a participação de cerca de 200 pessoas.

Organizações Exponenciais: e agora GP?! foi o tema apresentado pelo keynote speaker, Guilherme Souto, da DXC Technology. O palestrante incentivou os participantes a pensarem sobre como os profissionais podem responder e ser impactados por uma realidade formada pelo conceito trazido no título de sua palestra. Segundo Souto, empresas como Uber, Airbnb, Snapchat, que simbolizam a relação 100 funcionários para 100 bilhões de faturamento, são plataformas que mudaram a forma de trabalhar, de consumir e, em resumo, estão mudando o mundo. Mas, apesar da influência e importância da tecnologia nesse cenário, na visão do palestrante, são as pessoas as responsáveis pelas inovações e disrupções criadas.

O conceito de inovação aberta ou multilateral foi trazido por Caroline Capini, da Ilegra. Ela mostrou como empresas, num contexto de crescimento exponencial, em que se encaixam os exemplos trazidos por Souto, seguem um modelo de negócios pautado pela cocriação e pela inovação aberta. Nesse caso, os profissionais e talentos estão distribuídos em outras empresas ou países, as organizações não perseguem mais a quantidade de ideias, mas a qualidade e a execução, voltadas a novos mercados e aos clientes.

Edenilson Luz dos Reis, do Círculo Estratégico Consultoria, com atuação focada no setor de segurança, destacou benefícios do gerenciamento de riscos, como a promoção de metodologia para avaliação de ações futuras, o processo de tomada de decisão aprimorado, o planejamento de redução de perdas, e o cumprimento da legislação. Alex Rosa, VP de Filiação do PMIRS, falou sobre gestão do tempo, tema que o profissional detalhou durante workshop incluído na grade dessa edição. Rosa compartilhou dicas para utilizar no dia a dia que dão resultado em termos de produtividade no trabalho e realização pessoal.

Dois cases foram apresentados durante o evento. Um deles foi o do Grupo Silvestrin, referência na área de importação e distribuição de frutas na região e Estado, através da apresentação do Gerente de Operações, Geraldo Virgilio Bampi. Ele contou sobre como o grupo intensificou o uso do gerenciamento de projetos na empresa, através da assessoria da Exitus Gestão de Projetos, patrocinador do evento.

O outro case foi apresentado pela consultora da Ernest&Young, Luiza Souza da Silva, que destacou que um dos pontos chave na implantação de um Escritórios de Projetos é o entendimento sobre a estrutura organizacional e, portanto, de poder.  Luiza apontou que as bases desse trabalho são o conhecimento sobre os princípios e valores, a abordagem metodológica adequada às necessidades da organização e, portanto, à estrutura do PMO, de pessoas e ferramentas, de acordo com a capacidade da organização de executar projetos.

 

 

27 de junho de 2017