O tema gestão de risco continuou na pauta do dia com a palestra do Gerente de Projetos de Riscos de Transmissão da Eletrobrás Furnas, Flávio Sohler. Ele mostrou a importância da gestão de riscos em empreendimentos e como entender a forma que esses riscos impactarão o projeto no curto, médio e longo prazo. O especialista mostrou cases que revelaram a importância de entender que alguns projetos têm diferentes tipos de riscos, e que eles precisam ser controlados de maneiras diferentes e estar pronto para uma adaptação constante.
 
O Painel Híbrido seguiu com a programação e foi um momento de pensar sobre o que diferencia projetos ágeis de projetos tradicionais, focando sempre em entender que a melhor escolha é aquele que irá gerar mais valor para o cliente e para a organização. Empresas que tentam buscar estruturas enxutas de maneira simples e sem colocar rótulo para cada ação estratégica, acabam colhendo mais valor e entendem melhor como cada metodologia do mercado pode ajudar em seus projetos. O recado foi o seguinte: não adianta ser ágil, ser tradicional ou ser híbrido, se nada disso gera valor para a organização.
 
O Conselheiro do PMIRS, Fábio Giordani, e o VP de Marketing e Relações Institucionais do Capítulo, Marco Kappel Ribeiro, palestraram em seguida sobre um cenário de mudanças que está impactando o gerenciamento de projetos. Kappel falou sobre o conceito de organizações e tecnologias exponenciais, por isso, lembrou produtos que surgiram de ideias disruptivas que se tornaram sucesso graças à inovação e a concepção que as organizações têm de querer fazer algo diferente. "Há uma necessidade muito grande de entender que as coisas mudam muito rapidamente e que, com isso, surge a necessidade de adaptar-se e aprender a fazer as coisas diferentes".
 
Giordani trouxe reflexões sobre como a forma de fazer negócios e projetos está sendo impactada no curto e médio prazo. Algumas de suas percepções se relacionam à necessidade de ter propósito, de hierarquia achatada, de que os planos de carreira são individuais, e não das empresas, e sobre a existência de novos tipos de lideranças. Outras características desse cenário independem de geração, como a autorrealização, autenticidade, respeito aos valores pessoais. Nesse contexto, o compartilhamento é regra: a economia e o conhecimento são colaborativos. Para responder a tudo isso, o especialista acredita que a projetização será uma das marcas desta realidade, através do aumento do número de projetos e das novas formas de trabalho, e que haverá necessidades constantes: de capacitação, de aprendizado, de reorganização, de revisão de processos, adoção de novas tecnologias e ferramentas.
 
Michael Fukuda chamou atenção para os conceitos de conexão, mobilidade e compartilhamento. O palestrante mostrou como a Microsoft está preparada para as novas necessidades de gerenciar projetos em ambientes multiconectados. A empresa acredita que pode gerar valor através de dashboards colaborativos para suas as equipes, melhorando a qualidade na tomada de decisões na gestão de projetos, aumentando a agilidade e diminuindo os riscos dos projetos. 
 
Eduardo Freire deu seguimento à tarde com ideias a respeito do dinamismo que é gerenciar projetos e, ao mesmo tempo, a complexidade de envolver termos tão diversos de gestão para ao mesmo tempo pensar fora da caixa. Ele falou sobre a abordagem do Project Thinking, que utiliza o Design Thinking como pilar, com conceitos de gestão visual, agilidade e neurociência aplicada. A palestra trouxe muitos conceitos de inovação, design e gestão projetos unidos para gerar valor para a organização e para equipes com diferentes culturas em seu time.

Christian Tudesco, Head do Instituto de Educação e Pesquisa (IEP Hospital Moinhos de Moinhos), encerrou a programação de palestras falando sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo. O mundo está mudando! É com essa frase que Tudesco iniciou sua palestra e mostrou aos participantes as mudanças que impactam nossas vidas e mudam o mundo que conhecemos ao nosso redor. Esses avanços que movem a inovação são impulsionados pela tecnologia, que também muda constantemente. As mudanças impactam em tudo o conhecemos hoje, principalmente, ao lembrarmos como funcionava a tecnologia alguns anos atrás. Em resumo, o que mantém uma empresa viva é inovação, pois o sucesso de hoje não garante mais o sucesso de amanhã. A palestra incentivou os participantes a pensarem como se diferenciar no cenário em que a realidade mudou e muda a todo o momento e a cada geração.
 
17 de novembro de 2016