A interpretação alternativa para a sigla de PMO "Pessoas Mais Odiadas", em vez da tradução "Escritório de Projetos", foi lembrada e contestada durante a edição de 2016 do PMDay PMO, que propôs discutir o tema considerando os desafios impostos pelo mundo contemporâneo.
Através da apresentação de cases consistentes e de sucesso foi possível ter clareza sobre o papel estratégico (e que lugar é esse) que o PMO tem num cenário marcado pela velocidade das mudanças, por novas tecnologias e por movimentos de dimensões globais.
O VP de Filiação do PMIRS, Guilherme Souto, abriu a tarde de palestras apresentando o caso do PMO do Capítulo Rio Grande do Sul, reconhecido mundialmente pelo PMI. No mês de outubro, ele foi apresentado em evento para lideranças globais nos Estados Unidos. Entre os diferenciais deste trabalho, realizado por um grupo de voluntários do PMIRS, está o desenvolvimento do PMO através do desing thinking e do learning canvas. O objetivo foi dar alta visibilidade aos projetos do capítulo e seus envolvidos, ter uma visão de longo prazo do portfólio e manter ao longo do tempo. Por isso, foi implantado um PMO enxuto e não burocrático, facilitando o acompanhamento dos projetos do PMIRS no curto, médio e longo prazo.
Na Yara Brasil, case apresentado por Alexandre Wolf, responsável pelo Escritório de TI, o diferencial do PMO é construir conhecimento em um cenário marcado por diversos processos de fusão por qual passou o grupo centenário nas últimas décadas. Essa implementação também é recente. O PMO começou a ser desenhado em 2009, quando a companhia ainda nem tinha metodologia própria. O executivo contou sobre as etapas de desenvolvimento aplicadas até aqui. Gradualmente, a cultura do gerenciamento de projetos foi se fazendo presente, através da abordagem de outras áreas como custo e qualidade, da contratação de consultorias, do desenvolvimento de pesquisas de satisfação e até do incremento à metodologia e a elucidação de indicadores.
A contribuição na gestão do conhecimento e a importância de pessoas no processo do PMO foram questões levantadas em todos os cases apresentados durante esta edição do PMDay PMO. Na apresentação do Diretor da DBServer, Eduardo Peres, essas características foram evidenciadas. Peres definiu a ideia de um PMO catalisador e contou como a participação das equipes gera mais valor para a empresa e os projetos executados pela assessoria. Além disso, caracterizou o PMO da empresa como um modelo em rede e contou como foram sendo incluídos indicadores e novas métricas como a de felicidade.
O último palestrante da tarde, Paulo Cairoli, principal consultor da Thoughtworks no Brasil, explicou o conceito de Lean PMO, usado para o desenvolvimento de MVPs (Minimum Viable Product). O especialista defendeu que é preciso de um PMO enxuto para acompanhar o planejamento e a execução do desenvolvimento de novos produtos, especialmente na fase do MVP. A principal justificativa para a necessidade de se adequar o PMO a esse contexto é um cenário de rápidas mudanças, que encurtou o período de maturidade de um produto, e de mudanças digitais.
Ao final do evento foi realizado um debate entre os palestrantes, meidado pelo Conselheiro do PMIRS, Rogério Severo.
28 de outubro de 2016