Os últimos dois anos foram inéditos para a maioria de nós: isolamento, máscara, home-office, fechamento de fronteiras e um vírus desconhecido à solta. Tudo isso somado ao medo da doença, ansiedade e, por fim, esgotamento mental, levou pessoas e empresas a repensarem sobre suas realidades à medida que eram “forçadas” a adaptarem o modo de viver/fazer. Ao mesmo tempo, o cenário de pandemia foi como um estopim para uma realidade que, há tempos, se instaurava:  a estagnação salarial e as redes de segurança social desiguais. 


A combinação desses fatores gerou um movimento no mercado de trabalho chamado de a “Grande Renúncia”, em que profissionais resolveram mudar de carreira, de empresa, de rumo e ressignificar. Agora, os profissionais não pensam apenas em "onde" e no "quê" trabalham, eles despertaram para repensar a sua própria relação com o trabalho: Estou trabalhando demais? A rigidez de horário é realmente necessária? E se eu pudesse trabalhar com o que gosto e de qualquer lugar do mundo?


Nos Estados Unidos, 4,5 milhões de pessoas abandonaram seus empregos em novembro de 2021, segundo o Bureau of Labor Statistics dos EUA. Enquanto isso, 27% de jovens de 18 a 39 anos dizem que se demitiram de um emprego em 2021, enquanto 46% planejam se demitir no ano seguinte - o que aponta uma pesquisa do YPulse de 2021. O trabalho remoto ampliou as possibilidades para os profissionais que não lidam mais com as fronteiras geográficas e, agora, podem explorar oportunidades em qualquer lugar. Para as organizações que pretendem reter talentos, é hora de agir. Para profissionais do projeto que desejam subir de cargo e avançar na carreira, este pode ser um grande momento.


O que as organizações podem fazer?


Apoiar a autonomia e a flexibilidade de trabalho podem levar profissionais a encontrarem propósito e se sentirem mais felizes em suas funções. Oferecer opções remotas ou híbridas certamente colocará uma empresa à frente de outras com padrões mais rígidos no escritório. Promover esta autonomia requer uma mudança de mentalidade por parte da gestão, que deve priorizar os resultados à presença do profissional.


Treinar e desenvolver talentos pode ser uma ferramenta poderosa para retê-los e proporcionar novas formas de trabalho. Embora esta não seja uma atividade recente das empresas, cada vez mais organizações estão usando educação e treinamento para vencer a guerra de talentos. A Amazon, por exemplo, prometeu cobrir 100% do custo das mensalidades de faculdade para seus 750 mil funcionários horistas nos Estados Unidos. As oportunidades de desenvolvimento de carreira são essenciais para o engajamento dos funcionários neste tempo.


Melhorar a experiência do profissional através de uma cultura que valoriza a qualidade de vida do funcionário pode ser um fator decisivo para que estes queiram ficar. Buscar o feedback dos funcionários para saber o que realmente importa para eles e agir de acordo, pode cultivar uma atmosfera de confiança e pertencimento. Ouvi-los, mais do que proporcionar jogos no intervalo e almoços gratuitos, pode fazer uma grande diferença.



O que os profissionais de projetos podem fazer?


A verdade é que os trabalhadores estão dando as cartas. Eles podem se sentir empoderados para falar e avançar em suas carreiras, expondo suas pretensões salariais e de carreira. Podem e devem se gloriar pelas conquistas obtidas para a empresa por meio do seu trabalho, ao mesmo tempo que indica seus planos de capacitação e aperfeiçoamento futuros, para que a empresa enxergue valor na sua contribuição e respondam com promoções e aumentos.


Focar no que a empresa precisa no momento, em vez de focar no organograma tradicional, pode significar uma grande oportunidade para profissionais que pretendem se destacar. É necessário encontrar um meio termo entre o que é melhor do interesse próprio e o que é do interesse compartilhado da empresa e dispor-se a suprir a demanda, mesmo que isso signifique ignorar os cargos usuais por enquanto. Para isso, basta conversar com os líderes da organização para diagnosticar áreas em que precisam da sua ajuda.


Por fim, aumentar a própria zona de conforto. Ampliar seus conhecimentos, de acordo com interesse ou curiosidade, pode tornar o profissional de projetos multifuncional e único, ou seja, de extrema importância para a organização. 


Obter uma caixa de ferramentas mais ampla fará com que o profissional se torne mais bem posicionado para avançar na carreira.


Quais são seus próximos passos na carreira? O PMIRS quer fazer parte da sua ressignificação! 


Com informações do PMI (veja aqui).

Categorias: Carreira
Data de publicação: 27 de abril de 2022
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