Cenários que já estavam em evolução sofreram um tipo de aceleração com o impacto da COVID-19 e a instauração de um novo mundo pós-pandemia - com novas necessidades e muitas transformações. É o caso da globalização e do uso cada vez mais intenso da Tecnologia da Informação, que cresce exponencialmente para atender a demanda de pessoas que abraçam um novo modo de trabalhar, comunicar, se relacionar, e vivenciar a rotina diária. 


O comportamento do profissional de projetos neste mundo cada vez mais digital é um dos temas abordados no MBA em Gerenciamento de Projetos para Negócios Digitais da PUCRS em parceria com o PMIRS. Confira a entrevista completa que nosso Diretor de Assuntos Internacionais, Marco Kappel, fez com Roberto Petry, Consultou Sênior, Líder na Engenharia de Soluções de Infraestrutura da Dell Digital.


Qual o impacto da transformação digital na área de tecnologia e negócios digitais?

Vivemos um crescimento da globalização e da consumerização da TI, com crescimento de soluções na área de mobilidade, uso intensivo de redes sociais, explosão de dados com o crescimento do volume de informações, com grandes investimentos na área de big data e analytics. Mudança não apenas na visão de uso de tecnologia, mas forma de armazenar, explorar e disponibilizar a informação dentro deste novo cenário, com plataformas alternativas de computação, como o cloud computing.

Com tudo isto, podemos dizer que a complexidade da TI tem sido uma crescente e demanda muita informação e reposicionamento estratégico dos gestores e profissionais de TI, e nova forma de pensar quanto ao engajamento da TI na estratégia do negócio e no desenvolvimento de carreiras profissionais. As empresas identificam uma oportunidade da tecnologia da informação agregar valor além das atividades transacionais e processos de back-office. 

Times distribuídos, com diferentes pessoas e perfis. Como gerenciar?


A formação de Equipes Geograficamente Distribuídas é caracterizada quando um ou mais atores envolvidos no projeto estão fisicamente distantes dos demais, gerando uma dispersão geográfica. Ela pode ser em escala regional, nacional, continental ou mesmo global. 


A Internet e o processo de trabalho remoto, fortemente impulsionado pela pandemia, permitiu às empresas a adoção de novas estratégias que aumentaram o número de profissionais em equipes distribuídas geograficamente em diversos fusos horários, falando diferentes idiomas, tornando ambientes de projetos cada vez mais complexos.


Com isto, precisamos estruturar em nosso modelo de trabalho estratégias e processos que possam endereçar os principais desafios de Equipes Geograficamente Distribuídas:


  •  A falta de padronização na realização das atividades entre as equipes distribuídas;
  •  A necessidade de desenvolver uma comunicação efetiva;
  •  As barreiras em relação ao idioma e comunicação;
  •  Diferenças/diversidades culturais e de contexto;
  •  Dificuldade de aquisição de confiança com colaboradores remotos;
  •  Necessidade de implementar protocolos de gestão de conflitos e accountability.

Mas ao mesmo tempo, esta mudança gerou uma série de oportunidades a serem melhor exploradas pelas organizações no que tange ao gerenciamento de Equipes Geograficamente Distribuídas:


  • Formar equipes de pessoas da mesma empresa que moram em áreas geográficas distantes para fomentar a inovação;
  • Adicionar especialização a uma equipe do projeto, embora o especialista não esteja na mesma área geográfica;
  • Incorporar funcionários que trabalham em escritórios domésticos;
  • Formar equipes de pessoas que trabalham em diferentes turnos ou horas (conhecimento na literatura como “modelo follow the sun” ou “around the clock”);
  • Incluir pessoas com deficiência de locomoção;
  • Avançar em projetos com redução de despesas em viagens e deslocamento.

Existem algumas recomendações que poderíamos elencar como fundamentais para que este modelo funcione bem, como por exemplo: objetivos claros, autonomia, commitment, flexibilidade, investimentos em tecnologia que habilitem a colaboração e interação entre os membros da equipe.


Qual o comportamento esperado neste mundo cada vez mais Digital?


Neste mundo cada vez mais digital, é fundamental para os gestores e profissionais de TI que reposicionem suas estratégias de desenvolvimento de carreira, visando o aprimoramento de competências técnicas e soft skills que o habilitem a atuar neste cenário em grande evolução.


Como soft skills fundamentais para um gestor neste mundo em transformação, podemos citar:


  • Conhecer o negócio e identificar oportunidades de explorar a tecnologia digital; 
  • Ser um hábil negociador;
  • Ter flexibilidade para trabalhar em ambientes de mudanças constantes; 
  • Ser um educador eficiente para disseminar a cultura digital na sua organização; 
  • Ter capacidade de trabalhar bem em ambientes de colaboração cada vez mais: multidisciplinares, globais e com grande diversidade.


Quer aprender mais sobre Perspectivas da Transformação Digital? 

Inscreva-se aqui para o MBA em Gerenciamento de Projetos para Negócios Digitais da PUCRS.

Categorias: Carreira
Data de publicação: 10 de junho de 2022
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