A união faz a força. Chavão? Não no PMI. Não no PMIRS. Como representantes de uma organização existente e atuante há 50 anos no mundo todo, por meio do trabalho voluntário, o Capítulo Rio Grande do Sul, através de seus voluntários, organizou um evento voltado ao compartilhamento de boas práticas que têm por fim um mundo melhor.

O evento Natal Solidário, que aconteceu na noite de 16 de dezembro, no Coworking do Global Tecnopuc, em Porto Alegre, reuniu pessoas para trocar ideias e conversar sobre temas alinhados ao bem estar social. E coletou, em troca do ingresso de cada participante, 1 kg de alimento. As doações serão entregues ao Cantinho da Vó Georgina, centro comunitário, localizado no bairro Glória, em Porto Alegre.

“O nosso compromisso como instituição é promover este tipo ação. O nosso ano foi muito desafiador, e nós agradecemos a equipe por proporcionar uma noite tão legal, com esta troca de conhecimento, e ainda ajudando”, destacou o presidente do PMIRS, Fernando Bartelle.

Bruna Lost Camacho, engenheira atuante em projetos de pesquisa e desenvolvimento para a indústria e empreendedora social para o acesso democrático à educação, palestrou sobre a desigualdade mundial. Para esta empreendedora social da Gedu (Gestão da Educação), que começou no mundo das startups, a distribuição das riquezas só poderia ser melhor feita com educação. A proposta da Gedu é possibilitar que os alunos que não tem acesso possam, através de um ambiente virtual de aprendizagem, alcançar uma alta performance.

“A gente consegue unir as pessoas através do esporte. Para quem passa fome, 1kg de alimento já é o suficiente para ajudar e todo mundo pode ajudar! A gente consegue trabalhar aspectos filosóficos com o que vai ser trabalhado no seu contexto. É a filosofia da prática”, compartilhou Luiz Bayard Martins dos Santos, Diretor Técnico da Federação Gaúcha de Judô e responsável pelo Projeto Social da Associação Fênix de Judô.

O tema “Alteridade estratégica: inovação a partir do olhar inclusivo”, proporcionou um especial encerramento para o evento. O palestrante foi Filipe Roloff, que trabalha há 7 anos da SAP com Gestão de Sucesso de Clientes, e foi eleito duas vezes um dos 50 líderes globais LGBT do futuro (pelo Financial Times, Outstanding List, 2017 e 2018), além de ter sido o ganhador do Brazil Excellence Award 2018, da maior ONG de diversidade do mundo, Out & Equal Advocates.

Filipe fez uma reflexão sobre o que são os privilégios e, consequentemente, a inclusão social. “Para pertencer a um grupo, algumas empresas obrigam a omitir quem a pessoa realmente é. Em outras, a diversidade não é um problema, mas é uma solução, permitindo um ambiente seguro para se trabalhar”. Ele deixou algumas lições e reflexões sobre as razões da diversidade gerar a inovação:

  1. Os ambientes organizacionais precisam permitir a diversidade;
  2. A estrutura social influencia na nossa cultura e isso deve ser trabalhado para mudar;
  3. O pensamento bilateral, entre o que é certo e o que é errado, nos prejudica em não levar todos na mesma direção;
  4. A coisa mais importante é se mover através do afeto;
  5. Buscar conhecer mais as pessoas, isso é alteridade e é muito maior do que a empatia.
18 de dezembro de 2019