Implementar mudanças, melhorar produtos, serviços e processos, agregar mais valor. Esses são fins buscados pela aplicação das boas práticas disseminadas através de um conjunto de conhecimentos preconizados pelo PMI por meio do gerenciamento de projetos. Esses também são fins perseguidos pela Agenda 2020. Através da publicação do Caderno de Propostas, o movimento, constituído por voluntários, busca apontar projetos e identificar caminhos para fazer um Rio Grande do Sul melhor para se viver e trabalhar. A confecção da última edição, publicada no mês de setembro, foi apresentada no PMDay Setor Público, na tarde de 22 de novembro, pelo presidente do Conselho Superior da Agenda 2020, o Engenheiro Humberto Cesar Busnello. No documento, acessível no site da organização, constam as prioridades, ou seja, aquilo que não pode mais ser adiado e que tem forte impacto no desenvolvimento do Rio Grande do Sul, tanto no curto quanto no longo prazo.

A forma como são gerenciados e monitorados os projetos considerados prioritários em termos de Estado pelo Governo do Rio Grande do Sul, que são 59, foi o tema de outra palestra realizada durante o PMDay Setor Público. A apresentação foi feita pela Secretária Adjunta e Diretora do Departamento de Monitoramento de Resultados – DMR, Melissa Custódio. Falando sobre atividades da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do RS, considerou que um dos diferenciais do trabalho que está sendo realizado é exatamente o monitoramento, com disciplina e rotina, de todas as organizações da administração estadual, contabilizando uma “rede de governança” de mais de 600 pessoas diretamente e, indiretamente, 3 mil. 

Melissa ressaltou que os objetivos estratégicos, perseguidos através dos projetos em questão, são atribuições que o Estado precisa oferecer ao cidadão e, portanto, inerentes a ele. Apresentou um Sistema de Monitoramento Estratégico (SME) com mapa, customização e atualização direta pelos responsáveis, acessado pela web. E apontou outro diferencial: o Acordo de Resultados, no qual as Secretarias dizem o que têm que entregar, como esperam e o prazo, e a Secretaria do Planejamento monitora essas entregas através do SME. Portanto, a “sistemática de governança” implantada garantiu: um padrão mínimo comum a todos os órgãos, o respeito aos processos internos de gestão, o acompanhamento sistemático das metas, as soluções transversais para os problemas complexos e o compartilhamento das melhores práticas.

Na prefeitura de Porto Alegre, a busca tem sido pela melhoria da maturidade dos projetos, inspirada no modelo desenvolvido pelos especialistas Darci Prado e Russell Archibald. A forma como isso vem ocorrendo com 150 projetos, que atingem 1,5 milhão de pessoas, foi detalhada pelo Secretário Adjunto da Secretaria de Planejamento e Gestão de Porto Alegre, Daniel Rigon. Uma das primeiras providências, o alinhamento estratégico, se deu através da definição de 12 grandes cestas de projetos, que permeiam toda a estrutura da Prefeitura. Alguns exemplos trazidos pelo palestrante foram na segurança pública, através do cercamento eletrônico da cidade, as lombadas eletrônicas, o detetive cidadão e o aumento do número de câmeras. Além dessa etapa, Rigon explicou sobre a adoção de uma metodologia, apresentou a estrutura organizacional e o processo de informatização necessários, além do desenvolvimento de competências.

O PMDay Setor Público teve seu encerramento com uma palestra destinada a apresentar um novo guia de gerenciamento de projetos no Setor Público, desenvolvido pelo Capítulo. Todos os detalhes estão nesta matéria. 

27 de novembro de 2018