“Faça da sua vida um projeto” foi o tema escolhido para a quinta live realizada no perfil do Instragram @pmi_riograndosul. A convidada desta edição foi Ana Paula Probst, Co-Founder da Plathanus Consultoria e Gestão.

Perceber bloqueios mentais, conhecer ferramentas práticas, ter disciplina e fazer uma gestão adequada do tempo foram temas relacionados à busca de objetivos.

A ideia da condução da vida relacionada a um projeto foi ressaltada diante do cenário atual de mudança da rotina, trabalho remoto e novos desafios para se planejar.

No início do bate-papo, Ana Paula destacou três dicas para estruturar o raciocínio de vida e projeto:

  1. Organização: precisamos ter. E aí entra boa parte da gestão do tempo;
  2. Disciplina: para honrar o que organizamos e planejamos;
  3. Educação da mente para cadenciar essa disciplina.

Ana Paula conceituou gestão do tempo como “nada mais do que fazer melhor uma atividade em menos tempo e com mais eficiência”. Ela lembrou que, pelo tempo ser um recurso escasso e não conseguirmos aumentar a sua quantidade, ele é caro. E, portanto, se conseguimos organizar melhor nosso tempo, planejar melhor nossas atividades, conseguiremos atingir melhores resultados.

O primeiro passo é fazer um planejamento.

O ponto de importância na gestão do tempo é conseguir cadenciar a disciplina de conseguir executar as atividades planejadas.

Portanto, a atenção ou a necessidade de gestão do tempo é evidente quando percebemos que não conseguimos priorizar nossas atividades, que estamos perdidos em relação a essas atividades.

Mas fazer gestão do tempo não significa não ter seus momentos de lazer, por exemplo. Ou qualquer outro momento não relacionado a um objetivo determinado. Pelo contrário, é dar a possibilidade de fazer isso sem se sentir culpado por não ter feito outras coisas para atingir tal objetivo.

A priorização das atividades tem uma regra básica: fazer a priorização das mais importantes para as menos importantes.

Das mais importantes, o começo é com as rápidas. A seguir, passa-se às demoradas. Depois, para as menos importantes: suas mais rápidas e, por último, as menos importantes que são menos rápidas.

E aí parte-se para fazer um planejamento para a gestão dessas atividades. Cada um deve usar a ferramenta que for melhor. Papel e caneta, caderninho, ou as ferramentas digitais disponíveis gratuitamente.

E sempre procurar terminar uma atividade antes de iniciar outra.

Uma coisa importante é trabalhar a questão da mente a seu favor.

Independentemente da ferramenta usada, quando você concluir uma tarefa, é importante “riscá-la”, pois você está encaminhando para o seu cérebro um sinal de que ele está tendo um benefício. Isso vai injetar nele uma série de substâncias, e isso vai lhe dar motivação para fazer outras. Ou seja, algo muito simples pode trazer um benefício muito grande.

Resumindo, há seis passos básicos relacionados à gestão do tempo e o alcance de suas metas, ou à realização dos seus projetos:

1.Planejar;

  1. Definir boas metas e bons objetivos, e não significa que eles não possam mudar ao longo do tempo;
  2. Definir prazos adequados;
  3. Saber dizer não, porque muitas vezes você acaba absorvendo muita coisa que não é sua função, e acaba prejudicando outras atividades que são de sua obrigação e que vão ajudar a atingir uma meta;
  4. Priorizar as tarefas;
  5. Gastar o tempo certo com a coisa certa. Não demandar mais tempo do que uma atividade precisa.

E quando se fala em planejamento:

- Anote todas as atividades que tem para fazer, semanal ou diariamente. É arriscado fazer isso quinzenal ou mensalmente;

- Marque quando concluir;

- Defina boas metas e bons objetivos: nós somos o capitão da nossa vida. Temos que saber onde queremos chegar. Nosso leme quem guia é a gente. Por isso essa definição. Se não definirmos metas para nós mesmos, acabamos assumindo para nós metas e objetivos de outras pessoas;

- Defina um prazo.

E como conseguir fazer tudo isso durante um prazo estipulado? Cadenciando os momentos de “crise”.

É muito comum que as pessoas comecem e desistam ainda no início do plano. Por isso, é importante revisar isso e ter ciência de momentos de dificuldade.

No início da execução ou do planejamento há forte influência de questões emocionais. Diversos fatores levam a picos de crise que dificultam fazer essa gestão. No início desse processo a autossabotagem é evidente, porque não é fácil enxergar os benefícios que a meta traçada pode trazer.

Ao longo da execução da meta o aspecto emocional fica um pouco mais de lado e é possível perceber os benefícios. O nível de sabotagem diminui, e continuamos gerenciando os picos de crise. A partir daí, um nível maior de benefício é percebido, pois um caminho maior já foi trilhado. Dessa forma, a autossabotagem é minimizada, e se segue adiante porque se sabe o que é preciso trilhar para chegar lá.

Aí percebemos que já cadenciamos a disciplina.

Criar mecanismos para injetar mais força de vontade, equilibrar e calibrar essas situações é essencial.

“Às vezes as pessoas não acreditam no poder que têm por causa de hábitos negativos. E, às vezes, para chegar onde se quer é preciso dizer alguns não e descer alguns degraus. O autoconhecimento faz toda a diferença.”

08 de maio de 2020